domingo, 22 de janeiro de 2012

Premier League World

Como não poderia deixar de ser, o blog Futebol em Posse irá começar a fazer resumos da jornada daquela que é, para muitos, a melhor liga do planeta: a Barclays Premier League.

Os jogos desta última jornada tinham tudo para aguçar a expectativa dos amantes do desporto rei. Em perspectiva, dois grandes jogos: Manchester City vs Tottenham e Arsenal vs. Manchester United. Vamos então aos resultados finais da jornada:

Norwich – Chelsea (0-0)
Everton-Blackburn (1-1)
Fulham-Newcastle (5-2)
QPR –Wigan (3-1)
Stoke-West Brom (2-1)
Sunderland-Swansea (2-0)
Wolves-Aston Villa (2-3)
Bolton-Liverpool (3-1)
Man City-Tottenham(3-2) 
Arsenal-Man United(1-2)

Norwich-Chelsea: A equipa de Vilas Boas deu mais um passo atrás rumo ao título de campeão. Como o próprio treinador já admitiu, o objectivo principal da época é apenas uma miragem. Os Blues entraram a mandar no jogo. Futebol em Posse como é hábito nesta equipa. No entanto, o Chelsea viu-se com muitas dificuldades para criar situações de perigo. Daniel Sturridge, o jogador com mais capacidade de explosão, esteve muito apagado, encostando-se demasiado à linha. Juan Mata, claramente o jogador em melhor forma do Chelsea, desceu atrás para vir pegar jogo, mas coincidiu muitas vezes no espaço de Frank Lampard. O jogador inglês saiu à passagem do minuto 37’ devido a uma lesão para dar lugar a Florent Malouda. A partir daí, o Chelsea passou a jogar num 4-3-3 mais definido, com Mata a ser o criador de jogo. Falta no entanto velocidade à equipa de Vilas Boas a sair desde trás. Nota final para Fernando Torres que voltou a estar em branco. Está em muito má forma o espanhol.

Fulham-Newcastle: Grande jogo em perspectiva, com duas equipas com excelentes jogadores. O início de jogo começou com o Newcastle a mandar. Na ausência de Demba Ba e Tioté (estão a fazer a sua participação na CAN), Alan Pardew decidiu lançar para o jogo Shola Ameobi e Ben Arfa. O francês foi claramente o melhor jogador dos Magpies. É um jogador com uma técnica incrível. Pode dar muito mais a esta equipa do que tem dado. O Newcastle, com os seus princípios de jogo bem definidos, chegou ao 1º golo aos 43’ por intermédio de Guthrie, num excelente remate do inglês. No entanto, a segunda parte mudou a história do jogo. Aos 52’ o árbitro assinalou uma falta dentro da área sobre Damien Duff. O experiente Danny Murphy encarregou-se de bater a grande penalidade, e restabeleceu a igualdade. A partir daqui veio ao de cima a grande qualidade do Fulham. Sem o lesionado Dembélé, os Cottagers pressionaram mais alto e acabaram por fazer 3 golos em menos de 10 minutos. Destaque para o hat-trick de Clint Dempsey, que é um jogador inteligentíssimo a aparecer na área para finalizar. Já em tempos de descontos, Bem Arfa reduziu para o Newcastle, fixando o resultado em 5-2


Manchester City-Tottenham: Jogo de loucos no Ettihad Stadium! Um jogo impróprio para cardíacos aquele que pôs frente a frente o 1º e o 3º classificado do campeonato inglês. Em ambas as equipas, ausências importantes. Do lado dos citizens, Yaya Touré, e do lado dos spurs, Emmanuel Adebayor. Uma 1ª parte sem grande história. As equipas a criarem perigo fruto de jogadas individuais com o Tottenham muito dependente dos alas, Lennon e Bale, e o City a criar perigo apenas por iniciativas de Kun Aguero. Dzeko e Samir Nasri estiveram apagadíssimos no 1º tempo.
Chega a 2ª parte, e o espectáculo vem com ela. Ritmo frenético de ambas equipas. Nasri mais solto, Silva a vir buscar a bola mais atrás. Nos spurs, a mesma filosofia: apostar no um-para-um dos seus extremos. Em 8 minutos, aconteceu a loucura. Quatro golos de rajada. Os primeiros dois para o City, marcaram Nasri e Lescott. Pensava-se que o Tottenham estava acabado. Pensava-se mal. Erro de Savic, e a gazela Defoe aproveita para reduzir. Mas o momento da noite ainda estava para vir, quando Gareth Bale presenciou o estádio com um remate de belo efeito antes da grande área. O Manchester City começou a ir abaixo, e o Tottenham subiu os índices físicos do jogo. Aos 92’, Gareth Bale num rápido contra-ataque (após mais um erro de Savic), isola Defoe que por milímetros não chega à bola para dar a vitória aos spurs. Altura para pôr em prática o velho ditado: Quem não marca, sofre. E marcou Balotelli, depois de sofrer uma grande penalidade. Infantilidade de Ledley King. Uma vitória muito importante para o City, que continua com 3 pontos de vantagem sobre o rival de Manchester. No Tottenham faltou um pouco de sorte, mas ficam os parabéns pela personalidade que demonstrou em campo.

Arsenal-Man United: Jogo grande no Emirates entre dois históricos do futebol inglês. Duas equipas em momentos diferentes. O Manchester United na luta pelo título e o Arsenal a lutar por um lugar na Champions. Muitas ausências de parte a parte, principalmente do lado dos gunners. Arsène Wenger a apostar no jovem Chamberlain para a titularidade ao lado de Robin Van Persie e Theo Walcott. Nos red devils, novidade apenas para a presença de Ryan Giggs no meio campo, a fazer dupla com Carrick.

A primeira parte foi controlada pelo Manchester United. Sem criar muitas situações de golo, a equipa de Alex Ferguson foi controlando o jogo a seu jeito. A sociedade Evra-Nani fez o quis de Djourou, que se viu impotente perante as investidas do francês e do português. No 1º tempo, assistiu-se a um Arsenal com algumas dificuldades para criar perigo junto da área de Lindegaard. Pouco Rosicky em jogo, que era quem tinha a obrigação de construir o ataque dos gunners. Sem criar muitas situações de perigo, o Man United chegou ao golo já em período de compensação por intermédio de Valência, que se começa a assumir como um titular indiscutível desta equipa.
A segunda parte trouxe um jogo muito diferente. Um Arsenal predisposto a mudar o rumo dos acontecimentos. Wenger pediu mais a Rosicky, e este marcou presença. Uma boa segunda parte do checo. Veio atrás buscar a bola, jogou e deu a jogar. O Arsenal criou algumas situações de perigo, aproveitando a explosão do jovem Chamberlain. Numas dessas oportunidades, Robin van Persie (quem mais poderia ser?!) fez o gosto ao pé e igualou a partida. Do outro lado, Nani continuava a fazer gato sapato dos defesas dos gunners. Porém, o azar bateu à porta do português que saiu lesionado aos 75’. Entrou Paul Scholes para o seu lugar. No mesmo instante, Alex Ferguson tirou Rafael (que havia entrado para o lugar do lesionado Jones) e meteu Ji-Sung Park, passando Valência para lateral direito. Ganhou a aposta o técnico escocês. Valencia arrancou pela direita, e ofereceu o  golo a Danny Welbeck que meteu a bola no fundo das redes. Vitória importante para o Manchester United, que assim não deixa escapar o Manchester City no topo da Premier League.

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