domingo, 18 de dezembro de 2011

Falcão justifica tudo?

 
Uma das maiores incógnitas desta época é a diferença de qualidade de jogo do actual Porto comparativamente à época passada. O que mudou em tão pouco tempo para a diferença verificada? À primeira vista, dois elementos: André Vilas Boas e Radamel Falcão. Justificam tudo? Talvez.

Vítor Pereira saltou de adjunto para técnico principal para assumir o maior desafio da sua carreira. Com ele trouxe a promessa de que o Porto continuaria com a mesma qualidade de jogo e a mesma saga de vitórias.

A maior diferença deste Porto face à época passada tem a ver com o início de construção de jogo. Os princípios continuam os mesmos: desce Moutinho ou Belushi/Guarin/Defour para vir buscar a bola e iniciar a construção. A grande diferença tem a ver com o modo como é feita. Quando Moutinho vem receber a bola junto a Fernando (fazendo um duplo pivô), as linhas de passe são curtas. Os avançados muito afastados no campo, e o outro médio tapado pelos médios adversários. Tomemos, como exemplo, o Barcelona (e que exemplo!) em que o princípio é o mesmo: baixa Xavi para vir buscar. Diferença? Sim. Imensa. Xavi olha para o lado e tem três linhas de passe. Porquê? Movimentação. Os jogadores à volta de quem tem a bola estão em constante movimentação para oferecer linhas de passe. Nos dragões isso não acontece. E quando acontece, a saída de jogo é feita de forma lenta, muito lenta. Está muito dependente das arrancadas de Álvaro Pereira para sair desde trás com velocidade.

Para concluir, falta lá Falcão. Não que Kléber não se movimente bem ou que o Hulk não consiga criar desequilíbrios vindo de trás. Simplesmente não têm o instinto para estar na altura certa no sítio certo. E acreditem ou não, isso pode valer campeonatos.

Nota final: Nos últimos jogos, o Porto tem apresentado uma qualidade de jogo diferente. Os movimentos interiores, tanto de Djalma como de James Rodriguez e de Hulk criam desequilíbrios na equipa contrária que permitem superar as dificuldades até então encontradas na saída de bola. Uma solução parece ter sido encontrada para um grande problema. Falta outra para um ainda maior: Encontrar instinto.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Real Madrid vs Barcelona

O primeiro post deste blog não poderia ter outro começo senão com o grande duelo da actualidade: Real Madrid - Barcelona, claro está! O último clássico tinha tudo a favor dos merengues. Dei por mim a pensar que, ou era desta, ou nunca mais ganhariam ao grande Barça. Senão vejamos:


1) Vinham de uma forma incrível com uma série de vitórias consecutivas, ao passo que o Barcelona teve um ou dois percalços com equipas mais pequenas;
2) Jogo no Bernabéu;
3) Devido à distância pontual, a pressão estaria do lado do Barcelona;
4) A naturalidade das vitórias deste Real Madrid (goleadas para todos os gostos).

Tudo junto fazia prever um jogo mais equilibrado que aqueles que se tinham vindo a assistir. E não é que aos 22 segundos de jogo, Benzema já tinha feito o primeiro? Nada podia correr mal à equipa madrilista! Pura inocência. Mais uma vez o tiki-taka subiu ao reino dos deuses e quebrou aquela que parecia uma equipa imbatível. Comentários? Sim. Mais do mesmo.

Será que há algo que o melhor treinador do mundo pode fazer para superar este Barcelona? Ele bem tenta pressionar alto para não deixar respirar, mas Iniesta, Xavi, Messi e companhia saem da jaula com a maior das naturalidades. Já tentou com Pepe no meio campo, apostar em jogo agressivo naquela zona fulcral do Barcelona, mas em vão. Não esquecer que Mourinho já eliminou este Barça da Champions com o Inter e também já ganhou a taça do rei.
Pode então o Special One fazer qualquer coisa? Duvido. No entanto, não percam os próximos episódios porque nós também não!