
Uma das maiores incógnitas desta época é a diferença de qualidade de jogo do actual Porto comparativamente à época passada. O que mudou em tão pouco tempo para a diferença verificada? À primeira vista, dois elementos: André Vilas Boas e Radamel Falcão. Justificam tudo? Talvez.
Vítor Pereira saltou de adjunto para técnico principal para assumir o maior desafio da sua carreira. Com ele trouxe a promessa de que o Porto continuaria com a mesma qualidade de jogo e a mesma saga de vitórias.
A maior diferença deste Porto face à época passada tem a ver com o início de construção de jogo. Os princípios continuam os mesmos: desce Moutinho ou Belushi/Guarin/Defour para vir buscar a bola e iniciar a construção. A grande diferença tem a ver com o modo como é feita. Quando Moutinho vem receber a bola junto a Fernando (fazendo um duplo pivô), as linhas de passe são curtas. Os avançados muito afastados no campo, e o outro médio tapado pelos médios adversários. Tomemos, como exemplo, o Barcelona (e que exemplo!) em que o princípio é o mesmo: baixa Xavi para vir buscar. Diferença? Sim. Imensa. Xavi olha para o lado e tem três linhas de passe. Porquê? Movimentação. Os jogadores à volta de quem tem a bola estão em constante movimentação para oferecer linhas de passe. Nos dragões isso não acontece. E quando acontece, a saída de jogo é feita de forma lenta, muito lenta. Está muito dependente das arrancadas de Álvaro Pereira para sair desde trás com velocidade.
Para concluir, falta lá Falcão. Não que Kléber não se movimente bem ou que o Hulk não consiga criar desequilíbrios vindo de trás. Simplesmente não têm o instinto para estar na altura certa no sítio certo. E acreditem ou não, isso pode valer campeonatos.
A maior diferença deste Porto face à época passada tem a ver com o início de construção de jogo. Os princípios continuam os mesmos: desce Moutinho ou Belushi/Guarin/Defour para vir buscar a bola e iniciar a construção. A grande diferença tem a ver com o modo como é feita. Quando Moutinho vem receber a bola junto a Fernando (fazendo um duplo pivô), as linhas de passe são curtas. Os avançados muito afastados no campo, e o outro médio tapado pelos médios adversários. Tomemos, como exemplo, o Barcelona (e que exemplo!) em que o princípio é o mesmo: baixa Xavi para vir buscar. Diferença? Sim. Imensa. Xavi olha para o lado e tem três linhas de passe. Porquê? Movimentação. Os jogadores à volta de quem tem a bola estão em constante movimentação para oferecer linhas de passe. Nos dragões isso não acontece. E quando acontece, a saída de jogo é feita de forma lenta, muito lenta. Está muito dependente das arrancadas de Álvaro Pereira para sair desde trás com velocidade.
Para concluir, falta lá Falcão. Não que Kléber não se movimente bem ou que o Hulk não consiga criar desequilíbrios vindo de trás. Simplesmente não têm o instinto para estar na altura certa no sítio certo. E acreditem ou não, isso pode valer campeonatos.
Nota final: Nos últimos jogos, o Porto tem apresentado uma qualidade de jogo diferente. Os movimentos interiores, tanto de Djalma como de James Rodriguez e de Hulk criam desequilíbrios na equipa contrária que permitem superar as dificuldades até então encontradas na saída de bola. Uma solução parece ter sido encontrada para um grande problema. Falta outra para um ainda maior: Encontrar instinto.
